EVOLUçãO NO RIO GUADIANA

2004 – A confederação teve conhecimento da planta  Eichhornia crassipes, embora alguns pescadores afirmam que já  estava no rio desde 2003.

2005 – A CHG começou a realizar ações para controlar a propagação desta espécie invasora.

2006 – Houve uma grave situação de proliferação massiva da planta, invadindo grandes áreas do rio Guadiana ( desde Medellín até Mérida), colonizando cerca de 70kms de rio de margem a margem. Graças à barreira física da barragem de Montijo, aguas por baixo da cidade de Mérida, e a importante movilização de meios que levou a cabo a Confederação do Guadiana sua expansão foi interrompida.

2007 e 2008 – A vigilância e o controlo da praga foram realizados graças aos fundos fornecidos pelo Ministério.

2009 e 2010 – Deu-se continuidade aos trabalhos de combate do camalote com novos investimentos. Este periodo constitui uma fase de controlo da espécie invasora.

2011 – O investimento foi reduzido e com ele os meios de vigilância e controlo, pelo que com  a chegada das altas temperaturas da época estival, houve outro episódio de proliferação massiva e a praga voltou a descontrolar-se, espalhando-se de Medellín até Mérida.

2012 – Foi preciso realizar novos e urgentes investimentos para a rápida intervenção de  meios mecânicos perante a situação que estava gerando.

No tramo internacional (Tramo B6), em Portugal EDIA instala a primeira barreira flutuante para conter o camalote e iniciam-se os trabalhos de vigilância na zona.

2013 – A CHG adquiriu maquinaria especializada para extrair a  praga do meio fluvial. As intensas chuvas acontecidas neste ano e os consequentes  transbordamentos do rio Guadiana, significaram a eliminação da planta do curso da agua, no entanto, a planta atinge a barragem de Montijo invadendo o tramo B, tendo de retornar à situação de controlo da praga que foi mantida ao longo do ano 2014 e inicios do 2015.

Em meados de 2015, houve uma nova proliferação da praga, que motivou o aumento de meios  para combater esta espécie no rio Guadiana.

2016 e 2017 –  As ações focaram-se na tentativa de reduzir os episódios de proliferação massiva e impedir a dispersão desta espécie em tramos não afetados do rio Guadiana para retornar a uma situação de controlo.

A Confederação Hidrográfica do Guadiana e a direção geral de meio ambiente da junta de Extremadura (parte espanhola), APA e EDIA (parte portuguesa) levaram a cabo em parceria, o proyeto ACECA, ações de controlo e eliminação do camalote no tramo transfronteiriço do rio Guadiana cofinanciado por fundos europeios.

2018-2019 – Ativou-se um plano de choque para combater o camalote, no qual tem colaborado efetivos da UME (unidade militar de emergências).

O objetivo deste plano de choque, do qual faz parte o projeto ACECA, é proteger Portugal e levar meios à zona de cabeçalho para libertar quilómetros da margem afetada no tramo A.