perguntas frecuentes

¿ De quem é a competência para remover o camalote?

 Existem simultaneidades de poderes entre a Junta de Extremadura e a Confederação Hidrográfica do Guadiana na gestão e controlo de determinadas espécies exóticas invasoras, uma vez que a comunidade autónoma tem competências na conservação da natureza e biodiversidade selvagem, e as confederações a fim de cumprir os objetivos da diretiva marco de aguas, têm competências nessas espécies exóticas invasoras que podem pôr em risco o bom estado ecológico das aguas.

¿Como foi que o camalote chegou à bacia do Guadiana? Porquê é que não está em outras bacias?

Nenhuma das hipóteses existentes foi comprovada, más na origen poderia estar o facto de ter sido depositada no rio,  já que foi o que aconteceu em outros lugares do mundo,  logo de ter sido usada como espécie ornamental na jardinagem.

É de sublinhar que o sucesso da propagação de uma espécie invasora depende de varios fatores, tais como o número de exemplares e a frecuencia das introduções, a capacidade invasora da espécie e as condições de degradação nas que esteja o  ecossistema recetor, infelizmente no caso do Guadiana, proporcionaram-se as condições  para chegar à situação atual. De facto, pode dizer-se que o Guadiana é o único rio na Europa afetado  num tramo meio por esta planta ( não assim perto da foz) e além disso com uma variedade tão agresiva.

¿Qual é a equipa técnica de que dispõe a CHG contra a luta do camalote?

Há mais de 15 anos que na gestão do camalote trabalha em parceria, uma equipa multidisciplinar altamente qualificada na luta contra espécies invasoras. Equipa de profissionais que abrange empresas públicas e privadas. Entre eles engenheiros florestáis, agrícolas, caminhos, canais e portos, biólogos, educadores ambientais e também, resposáveis, administrativos, auxiliares de topografia,operarios, maquinistas, mecánicos, etc.

¿Foram seguidas as recomendações dadas pela UEX?

 No ano 2005 foi criado um convenio com a UEX para a relização de uma serie de estudos sobre biologia do camalote e as possíveis técnicas de controlo e erradicação da espécie. Seguiram-se todas as recomendações, os trabalhos que estão a ser realizados hoje são baseados no desenvolvimento dessas recomendações e tem sido concluidas com outros estudos e contactos realizados a nível internacional.

¿. Podem ser usados herbicidas? E aquele herbicida tão falado…?

De acordo com a legislação nacional não existe nenhum herbicida registado e autorizado para ser usado no meio aquático, pelo qual não podem ser utilizados na luta contra o camalote nas aguas do rio Guadiana. Relativo ao famoso herbicida patentado pela UEX trata-se de um produto  ainda não comercializado e que a propria universidade indicou que não é apto para o camalote.

¿Tem riscos à saude das pessoas, é verdade que cheira muito e que favorece a proliferação de plagas?

O estudo de insetos e vetores que aparecem nos locais onde ocorre a descomposição e a fermentação das plantas, concluiu que não representam risco à saude além dos incovenientes normais que causam às pessoas.

¿Porquê são deixados restos empilhados nas margens?

Neste momento estão a ser recolhidos uma media de 2000 toneladas por dia  e a gestão do material extraido é complexa. Atualmente se tem optado por acumular os restos nas margens do rio por diferentes razões, tanto ambientais (já que existiria risco de contaminação a outros locais), quanto legais (já que são precisas autorizações especiais para transportar EEI de um local a outro) e económicos.

¿Porquê não são usados métodos biológicos?

A introducção ou manejo de outras espécies pode implicar graves riscos para o equilibrio dos ecossistemas, uma vez que em muitos casos, a propria espécie de controlo introduzida age como uma espécie invasora causando danos ambientais significativos.

¿São consideradas as diferentes iniciativas individuais e de empresas?

Desde o inicio, as equipas técnicas da CHG estudam as possíveis soluções para o controlo e erradicação da praga, foram realizados inúmeros testes com diferentes técnicas e máquinas, e professionais de outros paises com mais experiencia foram contactados. Paralelamente a todo esse processo de investigação, tem sido consideradas todas e cada uma das propostas da cidadania e das instituções  que chegaram a dita administração.

¿O que acontece com as sementes?

As sementes do camalote são um problema de difícil solução, já que cada planta pode produzir por volta de 8.000 sementes, e no Guadiana a porcentagem de frutificação é muito elevada por causa das ótimas condições ambientais para se reproduzirem. Além disto, acrescenta-se o facto de que 1 semente possa ficar “adormecida” até 15 anos no fundo do rio e germinar então se acontecerem as condições favoravéis.

¿Quais as utilidades do camalote?

Até a data, a maioria das experiencias pilotos desenvolvidas têm resultado inviavéis, devido a inconvenientes como: a baixa relação entre volume e peso que a planta possui (um 95% é agua), o risco de dispersão do material no meio, a irregular disposição da planta ao longo do ano, a dificuldade na acessibilidade e o pouco valor dos produtos que são obtidos. Pelo que, embora possa ser usada com pouca eficiencia em outras partes do mundo, o seu aproveitamento não tem interés na bacia do Guadiana.

¿Em que foram gastos os 35 milhões de euros? Serviu para alguma coisa?

O investimento foi direcionado nomeadamente na contratação de meios para o controlo desta espécie, meios que permitiram ao longo desses catorze anos a retirada de quase 900.000 toneladas de planta. De não ter sido intervencionado, os danos económicos e ambientáis teriam resultado em perdas multimilionarias.

¿Porquê a população não é informada?

Desde a chegada e detenção como plaga desta espécie, la CHG tem desenvolvido uma série de medidas e actuações para dar a conhecer à sociedade tudo o referente à mesma, sendo ultilizados diferentes meios de comunicação como o site oficial, notas de imprensa , redes sociais como Twiter e youtube,  criando a APP “INVASORAS DO GUADIANA” para informar e registar a presença de EEI.

Paralelamente, desde 2005, desenvolveram-se ações para divulgar e consciencializar à população com um programa de educação ambiental.

¿Algúm dia chegará o fim do camalote?

É o objetivo principal da CHG, pelo qual  trabalha dia a dia para o controlar e poder chegar assim a sua eliminação. Para isso foram acionadas diferentes linhas de ação, como o plano de choque 2018-2019 no qual encontram-se a trabalhar 350 pessoas, 32 embarcações e 20 equipas de estração. Mas a sua erradicação depende de fatores tais como, fatores ambientais, a redução da carga de contaminantes da agricultura na zona media do Guadiana e contar com os meios económicos suficientes.